Recolher feedback.

Abandonar as nossas convicções e aprender com os outros. Observar sem condicionar os resultados. Capturar o bom e o mau. Ouvir muito mais do que falar. Aprender com os resultados.

Testar

Não nos podemos agarrar às nossas ideias iniciais,

 

ao nosso modo de ver o mundo, porque poucas vezes seremos as melhores pessoas para avaliar as nossas próprias ideias.

Para fazer design centrado nas pessoas, temos de testar com… pessoas!

 

E, perante estas pessoas, temos de ser um guia e não um vendedor. Temos de apresentar o contexto, o protótipo, e deixar correr a situação, permitindo que a pessoa interaja com o nosso protótipo. 

Se a pessoa usar mal o protótipo devemos procurar entender porquê e resistir ao anseio de corrigir o uso, de mostrar um suposto caminho certo. Ao testar estamos a aprender, não estamos a ensinar. 

Com os resultados dos testes podemos ter novas ideias, mas também temos de aceitar fechar os caminhos que pensávamos promissores mas que falharam rotundamente nos testes. 

Para testar importa ter paciência. Abrandar o ritmo.

 

Criar um modo de câmara lenta, que nos permita ver as pequenas falhas, os pormenores que na vida real poderão ser amplificados em mil lojas, em 10 mil utilizadores, em 1 milhão de transacções. 

Sintonizar o nosso modo curioso e perguntar porquê muitas vezes, mesmo quando nos parece óbvia a resposta, porque queremos aprender sobre o modelo mental da pessoa que está a testar o nosso protótipo. Testar é uma nova oportunidade de entrar em modo de empatia – podemos encontrar mais razões e crenças, necessidades ocultas que possam ser oportunidades.

 

Por vezes os testes fazem-nos repensar o problema original. Desde a primeira fase do Design Thinking – a empatia – este é o momento em que voltamos a contactar com o exterior do nosso projecto. 

É por isso uma oportunidade para olharmos para o problema e pensarmos se os testes validam o problema como inicialmente o definimos, ou se o devemos corrigir e voltar a percorrer o ciclo da metodologia.

 

Tantas vezes quantas as necessárias, porque é um ciclo virtuoso de aprendizagem e criatividade.