Chegar ao verdadeiro problema.

Entender e desbastar a complexidade até chegar à simplicidade. Destilar o problema até o reduzir à sua essência. Encontrar a definição do problema que vai de encontro ao ponto de vista de quem precisa da solução.

Definir

Nesta fase também é importante declarar para quem estamos a trabalhar

 

quem é a persona que tem o problema. Afinal, nunca podemos perder de vista que estamos a fazer human centred design. 

Um problema pode ter muitas definições, muitas origens, muitas formulações, muitos pontos de vista.

 

Importar sintetizar toda esta informação e chegar a uma noção clara de um bom ponto de vista, uma frase que resuma a essência do problema a tratar. 

Esta frase será o desafio que o Design Thinker terá de resolver. Nesta fase devemos explicitar a necessidade da persona para quem faremos o trabalho mas também as razões de fundo que levaram a essa necessidade. Se alguém precisa de um mapa de estradas, temos de saber o porquê da necessidade do mapa, para essa pessoa, antes de pensar em soluções.

Uma boa definição de um problema poderá ser difícil de conseguir, mas tem muitos efeitos positivos:

 

Providencia foco – quanto mais claro e conciso for o problema, mais fortes e diferenciadas serão as soluções;

Providencia inspiração e motivação para a equipa. As definições vagas dispersam o pensamento e corroem a motivação da equipa de trabalho – as definições claras levam a maior profundidade no tratamento do problema;

Clarifica o espaço onde poderão existir ideias alternativas;

Permite trabalhar em paralelo – várias pessoas a olharem para o mesmo problema podem ter caminhos diferentes para o mesmo espaço de soluções viáveis;

Permite formular bons ângulos de ataque ao problema, e de cada ângulo de ataque resultarão múltiplas ideias – um bom problema é também a base para um bom brainstorming de soluções;

Evita a tentação fatal de tentar “resolver tudo para todos de uma só vez”. Mesmo quando o problema parece bom, pode vir a ser reformulado com o avançar do processo de design. 

A equipa de trabalho não se deve prender a uma formulação que se venha a revelar desadequada – é sempre importante incorporar a aprendizagem que se vai ganhando com o avançar do trabalho de Design Thinking.

 

A boa inovação precisa de um bom problema. ​​