Apesar de ter sofrido uma redução no volume de negócio na ordem dos 2% para 235,3 milhões de euros, "devido a alguns projectos que não se concretizaram", justifica o-gestor, a Novabase aprovou uma nova política de remuneração accionista. A empresa vai distribuir mais de quatro milhões de euros em dividendos (0,13 euros por acção), a atribuir em 2011. A partir de 2012, vai pagar anualmente um dividendo no valor global entre 30% e 40%. dos lucros.
Três Perguntas a... Luís Paulo Salvado
"O crescimento será nos mercados internacionais"
Luís Paulo Salvado olha cauteloso, mas optimista, para este ano, o terceiro de crise desde que assumiu a presidência
da Novabase, em 2009. Em entrevista ao Diário Económico, realça a importância dos mercados internacionais e a aposta em novas áreas para sustentar o crescimento da empresa.
Quais as perspectivas da Novabase para 2011?
2011 vai ser um ano muito difícil. Há uma grande necessidade de contenção do défice e isso vai afectar os investimentos no sector público e no privado. Olhamos para 2011 de forma cautelosa, vai ser um ano muito duro em Portugal mas mantemos o nosso 'guidance' de 245 milhões de euros de volume de negócios para 2011, embora o crescimento vá ser sustentado nos mercados internacionais.
Como estão os fundos da Novabase Capital?
O processo está atrasado. Estamos à espera da contratualização porque como é com financiamento comunitário demora mais. Mas não está adiado. Há um grande potencial nestes projectos. Estamos a procurar oportunidades e os valores já estão contratualizados.
Qual o ponto de situação da aposta na energia?
Apostámos nas renováveis, por exemplo, através da aquisição da Iberwind. Estamos envolvidos no carro eléctrico e no seu potencial nos mercados internacionais. A semana passada, por exemplo, tivemos nas nossas instalações o primeiro-ministro da Áustria. Há protocolos a