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  • 2011-02-18 | Canal de Negócios

    Novabase decide só criar dois fundos de capital de risco de 11 milhões


    Apoiar a internacionalização das empresas e potenciar o negócio de "start ups" com base tecnológica é o objectivo da Novabase.

    A maior tecnológica nacional irá criar dois fundos de capital de risco com uma dotação de 11 milhões de euros. "Factores considerados restritivos" levaram a empresa a abandonar a ideia de constituição de um terceiro fundo inicialmente previsto, adiantou Maria Gil, administradora da Novabase Capital. Os dois fundos deverão estar operacionais até ao final de Março.

     

    No ano passado, a Novabase havia divulgado a sua intenção de criar três fundos, no valor máximo de 30,9 milhões. Maria Gil, em entrevista ao Negócios, explica que "um dos factores determinantes [para a decisão de criar dois, e não três, fundos] foi a exigência de responsabilidade solidária da Novabase Capital para com os Fundos de Capital de Risco, sendo que tal responsabilidade não estaria limitada à Entidade Gestora, podendo envolver a

    própria Novabase SGPS".

     

    Assim, a decisão passou por criar um fundo de apoio à inovação e internacionalização, com uma dotação máxima de 10,1 milhões. Este instrumento conta com uma participação do Programa Compete, integrado no QREN e com co-financiamento do Feder. Neste caso, a Novabase terá uma participação de 50,1%. Maria Gil sublinha: "o enfoque na internacionalização é estratégico para a Novabase, pelo que, na persecução dos objectivos do fundo, poderemos maximizar as sinergias a nível do grupo".

     

    Já o fundo Novabase Capital Early Stage reduziu a dotação face ao inicialmente previsto (12,71 milhões) ficando com 1,26 milhões. Maria Gil explicou que "a dotação global compreendia duas componentes: uma assegurada pelo

  • POR - Programa Operacional Regional de Lisboa, para a região de Lisboa, e outra respeitante ao Programa Compete, destinada às regiões Norte, Centro e Alentejo. A redução justifica-se por termos optado apenas pela primeira componente [POR Lisboa]". A razão para esta escolha prendeu-se com o facto de obter assim "um complemento geográfico e estratégico ao fundo de inovação e internacionalização, tornando mais robusto o leque de ferramentas de investimento", detalha.

     

    Este fundo conta com uma participação do POR Lisboa, integrado no QREN e com co-financiamento do Feder. Aqui, a participação da empresa portuguesa é de 60,32%. Este fundo apoiará empresas com até três anos de vida e "constitui por isso uma ferramenta essencial ao dispor dos empreendedores", referiu a administradora.

    Além destes dois fundos, a Novabase terá ainda uma participação no fundo iStart I, que visa apoiar projectos de conteúdo tecnológico relevante que se encontrem na fase de prova de conceito. Aqui, a tecnológica irá investir 300 mil euros, de um total de 5 milhões previstos. "A nossa participação vai no sentido de uma maior proximidade com as instituições de Ensino Superior", diz.

     

    Quanto a candidaturas, Maria Gil preferiu não detalhar. "Não queremos criar expectativas erradas, os rácios de concretização são muito dispares, mas temos tido uma boa aceitação". As áreas de telecomunicações, "cloud computing" e energia estão entre as mais recorrentes entre os projectos. 

     

    A dotação destes fundos deverá ser aplicada até Junho de

    2013.

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