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  • 2011-07-23 | Dinheiro Vivo

    Escola de Verão da Novabase. Tecnologia e inglês para miúdos em férias


    "Acho que é uma oportunidade muito boa para aprender coisas que não sabia", diz Marta, 10 anos. A estudante - que passou para o quinto ano, é uma das 120 crianças do concelho de Sintra que foram escolhidas para participarem no curso de férias de três semanas, uma parceria entre a Novabase, a escola americana e a Câmara Municipal de Sintra.

    Assim, entre as 9h00 e as 16h00, as primeiras três semanas de férias são passadas a aprender: inglês, computadores e teatro e artes. Os cursos de três semanas terminaram na sexta-feira, com um espectáculo onde as crianças puderam demonstrar os conhecimentos adquiridos. "A festa tem apresentações feitas por eles. Tudo em inglês, é o culminar do trabalho de três semanas", esclarece Maria D'Aires, acrescentando. "É um curso muito intenso, sempre com aulas. Têm actividades durante os intervalos em que são acompanhados por professores.

    O objectivo é que eles aprendam inglês e tecnologias, através daquilo que habitualmente se consideram actividades lúdicas: através da música, através das artes. O curriculum é feito pela escola americana e adaptado a um tema diferente cada dia".
     
    A autarquia de Sintra começou há cinco anos o projecto piloto, com apenas uma escola. Este ano, quatro escolas do concelho aderiram à iniciativa. "Queríamos participar em projectos de responsabilidade social na área do ensino, já que o nosso negócio depende de uma boa formação", assinala Rogério Carapuça, chairman da Novabase. A colaboração da empresa, asseguram os professores responsáveis pelo curso, é fundamental em termos de recursos físicos e de investimento em professores que assegurem as aulas.

    "Discute-se muito a escola de futuro, as acções de responsabilidade social. A parceria com a escola americana [que trata do curriculum do curso] e com o seu formato de ensino motivado pela necessidade experimental é muito importante já que demonstra às pessoas para que servem
  • as coisas que vão aprendendo".

    Em cada escola, as turmas de trinta alunos são divididas em dois: os miúdos preferem a informática "porque é mais fácil", mas já respondem às perguntas em inglês.

    O método de ensino é tão cuidado como a selecção - uma espécie de treino pelos bons resultados escolares do ano que passou. Em cada dia de curso há um tema em torno do qual todas as aulas giram. Por exemplo: se o tema é corpo humano, no inglês aprende-se o vocabulário que depois vai explorar-se nas aulas de teatro e dança, nas letras das canções das aulas de música e nos exercícios da aula de tecnologia. "É uma maneira interessante de aprenderem inglês 'a brincar', mas pensado a sério. E uma solução familiar para um campo de férias ao qual eles não teriam

    acesso. São as férias deles.", explica a professora Maria D'Aires.

    No final das três semanas, a avaliação não contempla chumbos: "na verdade, a componente de avaliação é muito importante. Não havendo notas é muito importante saber o que os intervenientes", explica a professora. E um dos reflexos dos resultados é o facto de as crianças perguntarem quando podem repetir a experiência.

    Para já, assegura Rogério Carapuça, a Novabase não tem pensado em alargar o âmbito da acção, dirigida a alunos que terminaram o 4º ano do ensino básico e que, por isso, vão entrar no 5º ano com bases mais sólidas em disciplinas como inglês e tecnologias. "O passo seguinte? Sensibilizar novas escolas. O formato tem resultado muito bem", diz o
    chairman da Novabase. 

RODAPÉ