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  • 2011-11-23 | Público

    APDC apresenta estudo para poupar 11 mil milhões ao Estado


    Mais controlo orçamental, gestão integrada do património e eficiência são alguma das propostas de seis empresas do sector das telecomunicações e tecnologia.

    A Associação Portuguesa para os Desenvolvimento das Comunicações (APDC) apresentou um estudo no qual congrega seis diferentes iniciativas tecnológicas para poupar ao Estado mais de 11 mil milhões de euros, num prazo de três anos.

    O documento, preparado por seis empresas do sector (HP, Accenture, Cisco, Novabase, IBM e Logica), pretende “contribuir para o esforço pedido ao país” e, em simultâneo, propor “reformas necessárias para que Portugal tenha um futuro inovador e de crescimento”.

    A primeira iniciativa passaria pela aplicação de medidas de análise avançada para um melhor controlo orçamental e para reduzir a fraude, o que permitiria obter um ganho total de nove mil milhões de euros, repartidos pela área fiscal,

    pela segurança social e pela saúde.

    O estudo propõe também uma consolidação dos sistemas e das infra-estruturas de tecnologias de informação para aumentar a eficiência e reduzir custos, calculando-se uma poupança de mil milhões de euros só neste campo.

    Em terceiro lugar, é proposta ma solução para gerir de forma integrada o património do Estado, procurando aumentar o retorno dos investimentos públicos. Neste caso, o ganho seria também de mil milhões de euros.

    A quarta iniciativa passaria pela transferência de actividades de suporte ou não críticas para ambientes de serviços partilhados para eliminar gastos redundantes, poupando-se 600 milhões de euros. 

  • A quinta proposta prevê que se torne a interoperabilidade de sistemas uma realidade para acesso mais fiável e rápido de dados, com um ganho de 576 milhões de euros. E, por fim, sugere-se a desmaterialização de processos para poupar em arquivos físicos e custos associados com manutenção e gestão, calculando-se um encaixe de 380 milhões de euros.

    “É preciso investir, mas de forma inteligente”, refere o documento, acrescentando que estas iniciativas permitiriam “combinar a experiência do sector privado com as perspectivas e conhecimento da administração pública”.

    Os autores do estudo reconhecem que estas propostas exigem custos, embora não façam estimativas. Referem apenas que “é fundamental assegurar que as limitações

    orçamentais que certamente existirão na Administração Pública não estrangularão os investimentos necessários à sua transformação”. A APDC sugere, aliás, que sejam utilizados os fundos comunitários para aplicar estas iniciativas tecnológicas.

RODAPÉ