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  • 2011-01-21 | Jornal Negócios

    A rede de carregamento. Objectivo: 1350 pontos instalados até Julho

    O objectivo do projecto Mobi.E foi fixado em Junho de 2009: a rede piloto teria até final de 2011, na via pública, um total de 1.350 pontos para o carregamento de veículos eléctricos, dos quais 50 de abastecimento rápido.

    Taxa de execução de 15%

     

    Passado um ano e meio, a taxa de execução do programa ronda os 15%, uma vez que o número de pontos instalados é de cerca de 200. O Governo já deixou a garantia de que até ao final do primeiro semestre a rede-piloto estará totalmente pronta, o que obrigará a uma aceleração das instalações. Até porque alguns dos municípios que aderiram à rede piloto ainda não têm qualquer posto disponível.

     

    Munícipios e empresas nacionais participam

     

    A rede de pontos de carregamento foi lançada com o apoio de parceiros públicos e privados, entre os quais 25 municípios (incluindo as 18 capitais de distrito) e um conjunto de empresas de diferentes dimensões. EDP,

    Novabase, Critical Software, Siemens, Efacec e Magnum Cap são algumas das empresas envolvidas.

     

    Para já, só cartão pré-pago

     

    Para poder abastecer o carro de electricidade, os utilizadores têm de ter um cartão Mobi. E, que lhes dará direito a desbloquear os pontos de carregamento e a aceder aos dados da sua conta no portal Mobi.E. Esse cartão, com um PIN de quatro dígitos, terá as modalidades de pré-pago e pós-pago. Mas para já, na fase piloto, apenas estarão disponíveis os pré-pagos identificados (futuramente haverá cartões pré-pagos anónimos, para utilizações esporádicas). O cartão deve ser solicitado pelo consumidor ao comercializador por si seleccionado no portal Mobi.E.

  • Pontos anti-vandalismo

     

    A entidade gestora da rede Mobi.E assegura que a solução tecnológica desenvolvida pela Efacec minimiza os actos de vandalismo, uma vez que cada ponto de carregamento terá um sistema de bloqueio do cabo para que este não seja removido sem que o utilizador faça "logout". Além disso, a electricidade é automaticamente cortada assim que o cabo é desligado do veículo. 
     

    Uso da rede ainda é grátis, mas electricidade já é paga

     

    Até 31 de Dezembro o uso da rede era totalmente gratuito, incluindo o consumo de electricidade. Mas agora não. Os novos utilizadores continuam a não pagar nenhuma taxa

    pelo uso da rede enquanto durar o projecto piloto (os primeiros 1.350 pontos de carregamento não devem ficar concluídos antes de Junho). Mas desde 1 de Janeiro a electricidade já é paga, com os preços a serem definidos por cada um dos comercializadores da rede. Já estão licenciados a EDP, Endesa, Iberdrola, Prio Energy, Unión Fenosa e Galp Power.

     

    Legislação já aplicada para os operadores

     

    O Governo já publicou várias portarias que enquadram o regime de funcionamento da rede de carregamento para veículos eléctricos. A mais recente estipula os requisitos para que uma empresa possa operar a rede (uma das regras é que cada operador possa gerir na fase piloto um mínimo de 300 pontos de carregamento).

    Já em Julho de 2010 haviam sido definidas as regras para as empresas que queiram vender a electricidade na rede (para já há seis no portal Mobi.E).

     

    Novos edifícios obrigados a ter tomadas nas garagens

     

    O decreto-lei 29/2010 refere que os novos edifícios com garagens devem assegurar uma tomada eléctrica por cada lugar de estacionamento. Para assegurar que um condómino não fique a pagar a electricidade do vizinho, esses pontos de carregamento deverão ter um operador específico licenciado.

     

    Edifícios existentes também podem ter carregamento

  • O mesmo decreto-lei indica que em edifícios já existentes qualquer condómino pode instalar, por sua conta, um ponto de carregamento para carros eléctricos, tendo de avisar a administração com pelo menos 30 dias de antecedência. Mas também aqui deve haver um operador licenciado para o gerir.

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