desafios como no desenvolvimento de um novo sistema bancário, desta vez para ser usado em dois países em vez de um só. Ou com dez vezes mais utilizadores, por exemplo. As partes de rotina são normalmente aquelas que percebemos muito bem. Mas há aquelas imprevistas e aí terá de haver um enfoque maior.
CW – E para essas partes recomenda uma arquitectura forte?
DG – Sim, principalmente nessas partes.
CW – Mas mantendo alguma flexibilidade?
DG – Compreendendo a flexibilidade que é preciso manter. Gosto de dizer que a arquitectura de software colocou a
engenharia dentro da engenharia de software. Hoje compreendemos que o mais crítico para o sucesso de qualquer sistema, está relacionado apenas em parte com a informação a processar. Outras características dominam, como o desempenho, a disponibilidade, a fiabilidade, a segurança. A arquitectura tem a ver com os atributos de qualidade, e com a necessidade de os conceber já integrados no sistema. Mas o arquitecto tem de perceber que tem de haver um jogo de equilíbrios entre estes aspectos. Portanto a engenharia passa por perceber como se concilia tudo. E a arquitectura é onde se pensa nisso.
No lado mais prático, em descobrir formas de introduzir boas práticas na indústria é muito importante.
CW – Há ferramentas suficientes e adequadas?
DG – Hoje já há ferramentas suficientes, para os arquitectos usarem , preparadas para suportarem a mudança de práticas informais para mais formais. O que nos leva para um dos projectos incorporados na iniciativa da Carnegie Mellon. No campo académico há desafios no provisionamento de boas capacidades que possam ser usadas para analisar um sistema e perceber se tem mecanismos de segurança integrados. É preciso ter algumas métricas, algumas técnicas para detectar vulnerabilidades, baseadas na descrição da arquitecturas.
Já conseguimos imaginar essas capacidades mas exigem investigações complexas. Quando se tem uma arquitectura mais rigorosa e formalizada , teremos de passar isso para o lado prático.
CW – O que faz mais falta?