Diário Económico
Uma oportunidade chamada energia
A próxima década ficará marcada por profundas transformações no sector da Energia, um tanto à semelhança do que sucedeu com a Banca nos anos 90 e com as Telecomunicações na década passada.
Por: Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase
Como pressuposto decisivo para estas mudanças está a liberalização dos respectivos sectores de actividade – um processo que determina desde logo uma concorrência aberta e a consequente necessidade de conquistar e fidelizar clientes, nomeadamente através de uma forte aposta na inovação e na tecnologia para oferecer a melhor relação qualidade/preço nos produtos e serviços.
Foi assim na Banca, com a introdução de um conjunto de inovações tecnológicas que permitiram agilizar o serviço e racionalizar os custos – como as redes de ATMs e POSs –, e também nas Telecomunicações, onde o desenvolvimento dos telemóveis, por exemplo, implicou a construção de toda uma nova geração de sistemas para processar um volume
de dados nunca antes visto.
Além de assumir estes desafios, o sector da Energia terá a necessidade de encontrar resposta para questões específicas como a redução de emissões de CO2, a progressiva adopção de energias verdes/renováveis ou mesmo a exploração de novas plataformas como é o caso do Carro Eléctrico. Tudo isto implicará o recurso a uma nova geração de sistemas capazes de responder por um lado a estes desafios e, por outro, ao aumento de complexidade esperada na interacção com os clientes (múltiplos tarifários, virtualização do local de consumo, novos serviços, etc.).