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  • Diário Económico

    Uma oportunidade chamada energia


    A próxima década ficará marcada por profundas transformações no sector da Energia, um tanto à semelhança do que sucedeu com a Banca nos anos 90 e com as Telecomunicações na década passada.


    Por: Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase

    Como pressuposto decisivo para estas mudanças está a liberalização dos respectivos sectores de actividade – um processo que determina desde logo uma concorrência aberta e a consequente necessidade de conquistar e fidelizar clientes, nomeadamente através de uma forte aposta na inovação e na tecnologia para oferecer a melhor relação qualidade/preço nos produtos e serviços.

    Foi assim na Banca, com a introdução de um conjunto de inovações tecnológicas que permitiram agilizar o serviço e racionalizar os custos – como as redes de ATMs e POSs –, e também nas Telecomunicações, onde o desenvolvimento dos telemóveis, por exemplo, implicou a construção de toda uma nova geração de sistemas para processar um volume

    de dados nunca antes visto.

    Além de assumir estes desafios, o sector da Energia terá a necessidade de encontrar resposta para questões específicas como a redução de emissões de CO2, a progressiva adopção de energias verdes/renováveis ou mesmo a exploração de novas plataformas como é o caso do Carro Eléctrico. Tudo isto implicará o recurso a uma nova geração de sistemas capazes de responder por um lado a estes desafios e, por outro, ao aumento de complexidade esperada na interacção com os clientes (múltiplos tarifários, virtualização do local de consumo, novos serviços, etc.).

  • À partida para a década da Energia, bem se pode dizer que Portugal fez uma boa preparação: temos uma elevada taxa de penetração das renováveis; possuímos dos maiores e mais avançados parques eólicos e solares do mundo; estamos integrados em projectos pioneiros à escala global para as Smart Grids e para o Carro Eléctrico. Acresce que algumas das nossas empresas do sector revelam planos ambiciosos para se guindarem a posições de liderança à escala mundial, podendo dinamizar um cluster de empresas nacionais e articular as respectivas valências.

    Portugal tem pois trunfos para jogar – e ganhar! – na resposta adequada ao desafio da Energia. Uma resposta vital, já que, convém não esquecer, praticamente metade do nosso défice externo - cerca de 5% do PIB - é energético.

    Frase de destaque “Portugal tem pois trunfos para jogar – e ganhar! – na resposta adequada ao desafio da Energia.”

RODAPÉ