2011-06-30 | Diário Económico
Um mundo de oportunidades...
As Nações Unidas actuaizaram recentemente as suas previsões para a evolução da população mundial até 2100. Destacam-se duas tendências: um envelhecimento global da população e o seu crescimento muito acelerado nos países menos desenvolvidos.
Por: Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase
Estas projecções dizem-nos que em 2100 a Terra terá cerca de dez mil milhões de almas para sustentar com uma idade mediana a rondar os 42 anos e uma esperança média de vida nos 81 anos. Se comparamos estes valores com os de hoje - respectivamente 27 e 68 anos - percebemos que estamos perante uma mudança significativa em relação à situação actual.
Esta alteração criará uma pressão adicional num conjunto de recursos já escassos do planeta como, por exemplo, a água potável. O acesso a bens essenciais para a dignificação da vida humana - saneamento básico, fontes fiáveis de energia, saúde e educação - também ficarão comprometidos se não se introduzirem alterações que os permitam massificar a esta nova escala. É aqui que a tecnologia pode desempenhar um papel fundamental, como
já aconteceu no passado. Relembremos, apenas a título ilustrativo, o enorme progresso tecnológico da agricultura que permitiu evitar a previsão catastrofista de esgotamento dos alimentos que Thomas Malthus formulou no final do séc. XVIII.
Dentro das tecnologias, as associadas à informação e comunicação estão hoje especialmente bem posicionadas para apoiar esta nova batalha pelo progresso civilizacional. Ajudarão no controlo das redes e na monitorização remota e sistemática na qualidade da água, prevenindo epidemias. Apoiarão a investigação sobre fontes alternativas de energia e irão melhorar em muito a eficiência da produção, distribuição e consumo energéticos.
Os médicos e professores hoje existentes no mundo