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  • Diário Económico

    Um mandato feliz


    Para o futuro, desejo que a nova direcção mantenha a mesma atitude e aprofunde ainda mais o caminho recentemente trilhado. Para o conseguir terá, acredito, três grandes desafios pela frente.


    Por: Luís Paulo Salvado, CEO Novabase

    Numa altura em que exige à comunidade empresarial uma atitude ética, dinâmica e competitiva, importa destacar o trabalho de enorme mérito realizado pela actual direcção da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) e que hoje cessa funções. Em primeiro lugar, pelo dinamismo e próactividade na discussão dos principais temas da actualidade - como as redes de nova geração, a inovação social e muitas outras tendências - cujo impacto vai muito para além do sector das Tecnologias de Informação e Comunicação, afectando, de forma transversal, toda a sociedade. 

    Em segundo, pela conquista de maior abrangência da Associação com o reforço de representantes das áreas das Tecnologias de Informação e da área do New Media. Por último, mas não menos importante, pela

    profissionalização da gestão da Associação, através do notável trabalho de liderança e coordenação do Diogo Vasconcelos e da Vanda Jesus. 

    Para o futuro, desejo que a nova direcção mantenha a mesma atitude e aprofunde ainda mais o caminho recentemente trilhado. Para o conseguir terá, acredito, três grandes desafios pela frente. Desde logo, a continuação do reforço do papel das empresas de New Media e das Tecnologias de Informação, dada a crescente importância do seu contributo para o desenvolvimento do sector. A eleição do Pedro Norton para novo presidente da Associação é um sinal claro neste sentido e que importa aplaudir. 

    Outro desafio será posicionar a APDC como agente

  • agregador das múltiplas associações relacionadas com as Tecnologias de Informação, uma vez que a actual dispersão de entidades mina a capacidade de interlocução do sector como um todo. E este será um desafio difícil... Finalmente, a Associação ocupa hoje o espaço ideal para promover uma discussão que se poderá revelar crucial para o desenvolvimento não só do sector mas do pais. Estou a referir-me à definição de um conjunto claro (e reduzido) de estratégias que orientem a aposta e os investimentos a realizar no futuro por todo o ecossistema associado ao sector: empresas, estado, universidades, etc. Estas estratégias deverão ser desenhadas de forma a terem um impacto multiplicador em toda a sociedade e, sobretudo, contribuírem para a internacionalização sustentada das empresas nacionais. Este será O desafio.

    Todos, mesmo todos, teremos muito a ganhar com isso.

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