Diário Económico
O sucesso passa por aqui
Já todos ouvimos falar da Lei de Moore, que nos diz que a capacidade de processamento dos dispositivos digitais - microprocessadores e afins - duplica a cada 18 meses para o mesmo custo. Profetizada na década de 60 pelo presidente da Intel, Gordon Moore, esta lei tem vindo a confirmar-se no mundo real.
Por: Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase
Como resultado, nas últimas décadas assistimos ao crescimento exponencial do poder computacional e da consequente progressiva digitalização do mundo. O nosso quotidiano é prova disso mesmo, como atesta a utilização massiva do telemóvel e da internet, para citar apenas dois exemplos.
Mas será que o aumento desta capacidade tecnológica foi acompanhado de uma correspondente facilidade de utilização? Claramente que não. Olhando, por exemplo, para as aplicações de escritório electrónico, verificamos que são hoje muito mais poderosas mas com a funcionalidade adicional comprometida, muitas vezes oculta em longos e complexos menus.
Mudando de sector, e olhando para a indústria automóvel,
comprovamos também que muita da tecnologia disponível nos nossos carros é de difícil acesso e implica a leitura de extensos (e aborrecidos!) manuais, para os quais temos cada vez menos tempo e paciência.
A tecnologia tornou-se muito poderosa, mas grande parte do acréscimo de funcionalidade não foi acompanhada pela respectiva acessibilidade. Actualmente, salvo raras excepções, sobrevaloriza-se o papel da engenharia na concepção das soluções. É necessária uma nova abordagem que privilegie mais uma perspectiva de "arquitecto" ou de "designer" em que, para além da qualidade e do rigor técnico, sejam tidas em conta variáveis como o impacto e a experiência do utilizador final.
Este novo paradigma vai implicar pensar-se primeiro no