2011-09-30 | Semana Informática
O Exemplo de Souto de Moura
Infelizmente, no que diz respeito à sua arquitectura, as Tl têm ainda a maturidade de um pequeno construtor. E cabe-nos a nós, arquitectos, aumentar essa maturidade, procurando sempre criar arquitecturas para todos os projectos em que participamos, não aceitando o esboço que é frequentemente apresentado como final ao cliente.
Por: Carlos Simões, Arquitecto de Software, Novabase
Souto de Moura recebeu recentemente o prémio Pritzker 2011, considerado o Nobel da Arquitectura. Segundo as palavras do júri, «os seus edifícios apresentam uma capacidade única de conciliar características opostas, como o poder e a modéstia, a coragem e a subtileza, a ousadia e simplicidade - ao mesmo tempo». Faz-se com alguma frequência a analogia entre esta arquitectura e a arquitectura de software dada a semelhança existente em termos de objectivos e intenções. Mas será que algum arquitecto de software poderia ganhar um dia o prémio Pritzker? Estou convicto de que não, especialmente um arquitecto da área de tecnologias de informação (TI), os chamados arquitectos de software.
Neste momento, os arquitectos de software são como os
construtores de subúrbios, fazedores de milhares de prédios iguais, sempre com o objectivo de redução de custos. Ora, Souto de Moura faz poucos edifícios, mas os que faz são únicos. Outra diferença substancial é que Souto de Moura ganha prémios e não tem falta de trabalho, enquanto muitos construtores de subúrbios sentem dificuldades...
Nas TI, em vez de nos focarmos na arte de fazer de forma diferente e até melhor do que os outros, proporcionando melhores soluções e aumentando o retorno dos projectos, andamos apenas à procura da próxima framework, do próximo COTS (commercial off-the-shelfi que permita reduzir o custo das nossas soluções.