2011-10-10 | Diário Económico
Começar cá dentro
Foi através de projectos efectuados nos seus países de origem que as grandes multinacionais do sector adquiriram a experiência e as referências para posteriormente se afirmarem no palco internacional.
Por: Luís Paulo Salvado, CEO Novabase
Se quisermos sair da difícil situação em que o país hoje se encontra é crucial reduzirmos o défice da nossa balança comercial. As Tecnologias de Informação (TI) são um dos sectores que pode contribuir para este objectivo, pois muitas empresas nacionais desta área já provaram o seu potencial exportador e a sua capacidade competitiva na arena global.
A este respeito, como já aqui afirmei, Portugal oferece várias vantagens que temos que saber aproveitar. Temos uma população diversificada - com reconhecida vocação de 'early-adopters' - que se revela o laboratório ideal para testar novas tendências e soluções. Temos também infra-estruturas de serviços ao nível do que melhor existe no mundo (por exemplo, nos Serviços Financeiros e nas Telecomunicações).
Estes ingredientes são um bom ponto de partida mas, só por si, não são garantia de sucesso. Para concretizarmos todo este potencial e obtermos uma receita ganhadora precisamos de acrescentar mais três elementos. Começo pelo acesso a fontes de financiamento de médio prazo para as empresas de TI, o que pode ser concretizado pela criação de linhas de empréstimo específicas para o sector ou pelo reforço das políticas de capital de risco, onde os fundos nacionais ou comunitários geridos pelo Estado podem desempenhar um papel central.
Outro aspecto determinante é o acesso facilitado à melhor educação, investigação e desenvolvimento do mundo nestas áreas. Felizmente temos já um bom embrião: as parcerias existentes com algumas universidades americanas - Carnegie Mellon University ou MIT - são um