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  • Diário Económico

    A Oeste algo de novo


    O retorno dos investimentos em Investigação e Desenvolvimento (I&D) à escala dos países é, em norma, lento e difícil de quantificar. Mas há excepções, como acontece com os protocolos de cooperação celebrados, desde 2006, entre universidades portuguesas de primeira linha e quatro prestigiadas universidades norte-americanas: a Carnegie Mellon University, a Harvard Medical School, o MIT e a University of Texas at Austin todasescolas reconhecidas pela sua qualidade académica, empreendedorismo e forte ligação ao mundo das empresas.


    Por: Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase

    Aqui, de uma penada, a cooperação entre as universidades portuguesas e norte-americanas, mais focada nas áreas tecnológicas, contribuiu para o acelerar das tendências de modernização da universidade portuguesa e também para o fortalecimento das nossas empresas, ressaltando à vista desarmada que o dinheiro tem sido bem empregue, quer pelo Estado, quer pelos parceiros institucionais privados.

    O reforço das relações Empresas-Universidade em projectos de I&D, o alargamento dos horizontes dos professores universitários portugueses (e norte-americanos, claro), bem como o incremento da I&D empresarial, graças à formação de colaboradores das empresas ao nível da pós-graduação, mestrados e doutoramentos, são algumas das vantagens evidentes proporcionadas pela cooperação universitária

    entre os dois lados do Atlântico. Mas estes protocolos de cooperação testemunham, também, as coisas fantásticas que é possível construir com trabalho de equipa, sobretudo quando se reúnem competências muito diversas. Bastará referir dois projectos pioneiros à escala mundial, como são o Green Islands, visando uns Açores mais sustentáveis, ou o projecto do Carro Eléctrico.


    Projectos que terão impacto na nossa vida e, também importante, poderão projectar a imagem de um Portugal diferente, que inova e assume a liderança em algumas áreas de referência - isto sem esquecer o efeito positivo dos mesmos protocolos no estreitamento de laços entre as empresas nacionais e as universidades portuguesas, e estas entre si, como o projecto The Lisbon MBA ilustra na perfeição. Uma coisa é certa: foram os ventos do Oeste,

     
  • canalizados pela associação a escolas americanas, que fomentaram a nova atitude de profícua cooperação entre as nossas universidades e empresas. Uma novidade que importará assumir como rotina, mesmo quando não se verifique o "empurrão" estrangeiro.  

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